Publicado por: lobusdaestepe | dezembro 26, 2009

Puerto Madryn

Puerto Madryn é a porta de entrada à Península Valdés, um santuário ecológico no sul do Atlântico.

Foi fundada em 1865 com a chegada de galeses que saíram da Grã-Bretanha fugindo das imposições e restrições feitas pela coroa inglesa ao País de Gales.

O nome da cidade é uma homenagem ao galês Loves Jones Parry, o Barão de Madryn, originário da terra natal dos fundadores de Puerto Madryn.

Antes de chegar a Puerto Madryn, tem a entrada para a Península Valdez, mas como este passeio requer , no mínimo um dia interio, fomos direto para Puerto encontrar alojamento.

Península Valdez fica a cerca de 100 km de Puerto Madryn.

Ficamos no Hotel Carrerra(180 pesos) e saimos para conhecer a cidade.

Cidade com ares de cidade litorânea européia, muito limpa, com belas casas, vários barzinhos à beira-mar e ponto para a avistagem de baleias, que de agosto até novembro vão lá para terem seus filhotes.

puerto madryn

A cidade de Puerto Madryn, além do importante porto, é o principal ponto de partida na província argentina de Chubut para a Patagônia norte, de onde a maior parte dos tours saem para visitar a Península Valdés

Há saída para os passeios todos os dias, mesmo em baixa temporada.

O número mínimo de passageiros por tour é geralmente quatro pessoas, mas as  agências se comunicam entre si, para juntar seus clientes, viabilizando, assim, saídas diárias.

Após o passeio pela cidade, fomos ao Ecocentro.

O Ecocentro é um pequeno museu do mar, muito caprichado e simpático, localizado no topo de um penhasco no final da praia de Puerto Madryn.

Há ônibus que fazem o traslado até o Ecocentro de graça para os turistas, saindo do escritório de informações turísticas da cidade na beira-mar.

O Ecocentro –  http://www.ecocentro.org.ar/-  se dedica a explicar um pouco da biologia e dinâmica das espécies marinhas que moram e/ou visitam a Península Valdés e adjacências.

Como estávamos de carro, fizemos tudo sozinhos mesmo.

A localização privilegiada do Ecocentro permite boas horas de distração e relaxamento, olhando para infinito.

O ingresso é meio salgado( não me lembro agora quanto foi) e fica aberto dás 10 ás 19 horas , todos os dias.

Para chegar até lá é facil, é só ir pela avenida Alte. Brown a beira-mar, passando pelo monumento ao Indio Tehuelche e virar a primeira rua a direita.

A Patagônia é uma grande planície de vegetação rasteira, um estepe e o  o relevo plano continua embaixo d’água, mantendo a profundidade máxima de 100m até as Malvinas, a 500 km da costa – e essa é a principal razão hoje pela qual a Argentina reclama na ONU as Malvinas para si: ela é a continuação de sua plataforma continental pouquíssimamente inclinada; onde a plataforma finalmente termina.

É a maior planície submarina do hemisfério sul do planeta, e muito rasa para tamanha distância da costa.

O Ecocentro é dedicado à informação sobre as espécies da região, principalmente as  ameaçadas de extinção, como baleias e pinguins.

Você vai ouvir (e entender a diferença de frequência) entre o canto de uma jubarte, uma baleia franca e uma orca.

Vai se surpreender com o incrível ciclo de reloginho dos pinguins de Magalhães, que todo ano saem e voltam na mesma época para a Patagônia.

Vai sentir levemente como é se alimentar de krill, ao visitar a sala da baleia franca, que possui uma cortina de cordas na entrada que simula as cerdas filtradoras da boca da baleia.

É lúdico e interessante você ter que ser “engolido” pela baleia para aprender sobre ela.

Há ainda uma grande parte da exposição dedicada à conservação dos mares e da fauna marinha da Patagônia.

Quadros ilustrativos da “cidade” pesqueira que existe em plena zona de convergência das 2 correntes marinhas que ali se encontram, a das Malvinas (fria) e a do Brasil (quente), que se movimentam à velocidade de 20 cm/seg, movimentando cerca de 70 bilhões de litros de água do mar por segundo na altura da Península Valdés e trazendo próximo da superfície cerca de 80 espécies diferentes de zooplâncton crustáceo.

Tanta riqueza de krill obviamente atrai animais maiores, o que faz a festa da indústria pesqeira.

Embora seja proibido pescar na região da Península Valdés, a pesca é liberada em mar aberto, e o resultado é essa cidade iluminada, um símbolo da predação humana exagerada.(fonte: Dra. Lucia Malla)

A entrada para a sala da baleia franca simula as cerdas filtradoras do animal, e faz você literalmente ser “engolido” para o aprendizado sobre o bicho.

Ao lado, tem uma foto de satélite tirada à noite do mar da Patagônia mostrando a intensa atividade pesqueira na área de convergência das correntes marinhas, onde os nutrientes se acumulam.

A seta vermelha indica as ilhas Malvinas, mas todo o branco que aparece logo acima em mar aberto são as luzes dos barcos pesqueiros na região – é mais intenso do que a cidade de Puerto Madryn toda!

Tem também uma cafeteria  que fica num local privilegiado do prédio, com vista para o mar pacatíssimo do Golfo Nuevo.

Serve-se um bolo galês fantástico ali, e se você não for visitar Gaiman, a cidade galesa a 100km de Puerto Madryn, essa é sua oportunidade para apreciar a iguaria típica. Depois de curtir o café, o bolo e a vista, você pode dar uma caminhada até a borda do penhasco, e descansar sentindo o vento forte que bate por ali e apreciando o mar azul.(fonte: Dra. Lucia Malla)

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Responses

  1. Belíssima matéria e belíssimas imagens!!!
    Estive nesse paraíso a tempo atrás e pude testemunhar todo esse encanto de ver animais extraordinários tão de perto! Fiquei com o sonho de retornar algum dia para aproveitar melhor!! Gostaria de compartilhar um video das baleias em puerto madryn que tive a felicidade de filmar de um Drone a partir da praia.

    • Obrigada Fabricio! Adorei!


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