Publicado por: lobusdaestepe | julho 12, 2016

Arequipa- Monastério de Santa Catalina

 

 

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O Monastério de Santa Catalina, em Arequipa, Peru, era nos idos do século 16,uma cidade no sentido de infra-estrutura e de auto-subsistência.

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O início da construção do convento data de 1579, e sua inauguração em 1580.

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O monastério foi  fundado por Doña Maria, uma senhora espanhola muito rica que, depois de viúva, decidiu ser reclusa neste convento ainda em construção e doar a ele todos os seus bens.

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Na época era algo muito nobre para uma família ter uma filha religiosa, assim sendo, inúmeras famílias enviavam suas filhas para lá para viverem reclusas.

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Normalmente, as meninas entravam no convento com 12 anos, e só saiam mortas,ou nem mortas, já que o complexo também tem cemitério!

Conversavam com seus familiares através de grades de madeiras.

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As meninas mais ricas levavam sempre uma ou mais empregadas para morar com elas no seu quarto ou mini apartamento, com uma cozinha e um quarto de empregada.

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Como eram jovens, dizem que muitas freiras faziam festas e convidavam uma a casa da outra .

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Em cada uma delas viviam de 1 a 3 freiras e suas serviçais.

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Em um dado momento, as casas chegaram a constituir um negócio para as famílias, que chegavam a vendê-las após o falecimento de uma moradora.

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Uma queria ter a casa mais bonita  que a outra até que a festa acabou, mandaram fechar as cozinhas que muitas casas possuíam, e todas tiveram que se contentar em comer na cozinha comunitária.

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O monastério era conhecido como “A cidade dentro da cidade”

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Chegou a ter quase 500 moradoras, entre freiras e empregadas.

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Construído em 1579 e reconstruído diversas vezes devido aos terremotos, é impressionante ver toda a estrutura e planejamento do local.

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Foi construído com  pedras vulcânicas, chamadas silliares, retiradas dos vulcões  El Misti (que, em quechua, significa senhor), Chachani (noiva ou esposa, em quechua) e Pichu Pichu (montanha montanha, no mesmo idioma) que fazem com que a paisagem de Arequipa seja única e realmente bonita.

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Caminhando pelas ruas que levam o nome de cidades espanholas, vemos casas, jardins, praças, um sistema eficiente de drenagem das chuvas, lavanderia, cemitério,  igreja, quartos, cozinhas, hortas, enfim uma cidade isolada do mundo.

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Posteriormente o convento funcionou também como escola para meninas ricas, afim de arrumar um bom casamento.

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Neste local viveu Ana de Los Angéles Monteagudo, ou Sor Ana de los Ángeles, muito popular entre os fiéis peruanos.ana de los angeles rostro-sor-ana

Ela entrou no convento aos 3 anos (por volta de 1607), para estudar, sua família a retirou dali por volta dos 11 anos para casar-se. Em casa, ela teve uma visão com Santa Catarina de Siena e decidiu voltar ao convento – para isso teve que brigar com sua família.

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Sor Ana foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1985, sendo atribuídos a ela inúmeros milagres e previsões.

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Muita gente visita o convento para ir até seu quarto e realizar pedidos ou agradecer.

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O Monastério foi aberto ao público somente em 1970, graças ao auxílio de um grupo de empresários arequipenhos que decidiram investir na restauração e abertura do monastério como ponto turístico.

As freiras que ainda residem no local ocupam um edifício  novo e têm uma loja onde  vendem itens religiosos  e alguns produtos produzidos por elas,   como  sabonetes de salsinha e  hidratante de rosas .

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Por estar localizada a 2300 metros acima do nível do mar, pessoas provenientes de lugares mais baixos que ali chegam podem sofrer alterações físicas decorrentes daquilo que chamamos de “mal de altura” (também conhecido como “soroche” ou “mal de montaña”). Assim, se o turista sente alguma indisposição física, cansaço ou dores de cabeça aconselha-se tomar chá de coca. Nas farmácias do Peru também é possível encontrar remédio que minimiza esses sintomas.

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O convento abre nos seguintes horários:
Segunda, quarta, sexta, sábado e domingo das 08:00 às 17:00 horas
Terça e quinta, das 08:00 às 20:00 horas

Ingresso: 40 soles
Dentro funciona uma lanchonete “El Café del Monasterio”.

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Curiosidades: O escritor arequipenho Mario Vargas Llosa, em seu livro El paraiso en la otra esquina (2003) narra a história de Flora Tristan, que em 1833, passou uma temporada neste monastério, para receber a herança de seu pai. O livro conta sua agitada vida, como também a do seu neto, o célebre pintor Paul Gauguin.

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